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terça-feira, 25 de maio de 2010

"Nanquim" que eu uso isso de novo...ou não.

Sim...
Por incrível que pareça, esse post será dedicado inteira e exclusivamente ao...

Nanquim
*em Bold propositalmente...HAHA*

Sim, não-leitores, o nanquim...
Aquela tintinha preta que mancha tudo que toca *e muitas vezes o que não toca também, neam...* seja usando ela com a fofa caneta bico de pena * que apesar de fofa não ajuda muito na hora de fazer um traço firme...*
Ou com aquelas canetas super xiquês que nossos pais tinham, que dão um trabalho gigantesco para desentupir posteriormente, mas que são biitas mesmo assim.
Ou ainda, se preferir, com aquelas canetas, também de várias espessuras, que não vem com o repositor de nanquim, e...pasmem...Não entopeeem! *OMG, toquem os sinos! Observem a beleza do fatooo!*
É claro que sempre podemos apelar para o pincel que veio naquele jogo de lápis de cor aquarela de 12 cores *porquê o maravilhoso com mais cores já fica carinho de comprar...* que mal tem ponta fina e que provavelmente não irá servir para nada, nem para fazer a bendita aquarela, MAS!
Que pode ser de extrema utilidade quando se tem um trabalho de Plástica para o dia seguinte e necessita-se urgentemente pintar uma área grande com nanquim e o dedo não é uma opção viável de pincel e se mora em uma cidade pequena onde TODO o comércio fecha às 6 horas da tarde. *Um tanto específico demais, mas baseado na triste realidade dessa pessoa que vos escreve.*

Então, continuando, esse nanquim tanto explicado nos parágrafos acima, é o tópico principal desse respectivo post.
Ele e uma linda mancha que atualmente preenche um estojo novo e vários lápis dentro dele.
Agora, se me perguntarem, "nossa, que frase mais específica, aconteceu algo assim?" Eu poderia ser rude e responder com uma grave e clara ironia na fala "Nãaaooo...que isso, é que tive uma epifania e surgiu essa idéia do além na minha mente, sabe..." MAS!
Como um ser educado e controlado à base de calmantes *Cafeína é um deles, me dá um sono...* eu responderia simplesmente e com um lindo sorriso no rosto ~> "Sim! Exatamente o que eu disse na frase!"
E contaria a história que resume tudo em poucas linhas...

Tudo começou numa terça feira...Chovia.
#NOT
Na verdade era uma quarta-feira, e estava frio simplesmente, e a inôcencia que percorria meu ser me disse que era melhor terminar o trabalho para o dia seguinte naquela noite fatídica.
Decidindo seguir o tolo instinto *e me esquecendo de que Murphy já havia nascido e criado sua lei* sentei-me inocentemente no sofá da sala e com a discreta pasta A3 no colo servindo de bancada comecei a pintar algumas áreas com nanquim preto *usando o tal pincel que veio na aquarela, o único disponível...*. Murphy como presente de natal atrasado decidiu poupar o sofá do nanquim que tremeluzia de emoção apoiado na pasta A3, querendo virar e manchar pijama mais sofá mais chão e mais tarefa, então tudo transcorreu calmamente e milagrosamente limpamente.
O trabalho pronto e o sono já chegando para me levar embora acabaram por serem as únicas testemunhas dos acontecimentos seguintes, já que nem eu perceberia o ocorrido, apenas no dia seguinte.
Comecei a guardar as coisas para me retirar para o doce sono de Morpheu *aquele da areia, não o do Matrix, peloamor* quando notei a linda e discreta mancha preta em meus dedos. Agradeci rapidamente ao ver a sujeira antes que tivesse tocado no que quer que seja, e fui alegremente limpar o pincel, o pote (e a mão, óbvio, neam?)
Guardei o pote e cia. no estojo novenho e aceitei que Morpheu jogasse a areia nos meus olhos.
Até aí, sem maiores problemas.
Murphy me deu o presente de Natal, mas infelizmente, como meu aniversário ainda não passou, teve de fazer com que sua perseguível lei voltasse à ativa...
Acordando de manhã, nada percebi, somente à noite, já a entregar o trabalho *que na verdade ganhou mais uma semana para aprimorar os detalhes...*, observei que havia uma graciosa #NOT mancha no estojo do nanquim. A compreensão atingiu meus olhos e abri o zíper relutante.
E. Exatamente a visão estranha que tive foi que estava tudo limpo. Menos alguns lápis do fundo...e o próprio fundo do estojo. Agradeci mentalmente a Murphy pelo presente de 1º de abril e deixei por segurança o potinho com nanquim na vertical fora do estojo. Permanentemente.
Já que agora nem outro feriado ou dia especial já passou, então Murphy nem teria como me salvar de mais um desastre iminente.

Agora. Em resumo, os não-leitores devem estar achando que minha pessoa criou um ódio mortal pela tal tinta, né?
E a resposta estáaaa....
E...
E...rrada!
Sim, apesar de todos os riscos e da existência dessa relação de amor e ódio com o nanquim eu ainda acho que ele fica incrivelmente lindo no papel, seja canson, sulfite de probi, qualquer um, e mesmo que ele queira manchar tudo ao meu redor eu ainda o teimarei em usar! #determinação

De novo ficamos com um post grandjenho, né?
Sorry, my dears, mas me empolguei, HAHA
Mas como a intenção é incentivar a leitura, hey ho let´s go se esforçar, né, pessoas?

Até o próximo post se o mundo não acabar antes!
(???)

Clenching to every hope that she still had, she started to go down the 56 steps ladder.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

The real history! 1º de abril´s special!

OMG...já é dia 1º de abril caros não-leitores!!!

Por isso...em homengaem à este feriado inútil começaremos com a verdadeira história do April´s Fool, ou pesce d'aprile ou ainda poisson d'avril, na Itália e França, respectivamente.
Tudo começou numa terça-feira chuvosa...num ano bissexto...
#not

Na verdade, o feriado surgiu na terra da Rainha *Inglaterra para os incultos que não sabem*, provavelmente na mesma época em que a lenda mais atual e fictícia do Halloween surgiu (aquela sobre Jack, que teria enganado a Morte*aka Zé Porta, para leitores de Terry Pratchett* algumas vezes e que simplesmente ganhou como bônus uma linda e séchi cabeça de abóbora e o desprezo da própria Morte, tendo de viver por muito tempo enchendo o saco pagando seus pecados e irritando aqueles que ficaram vivos.)
Historiadores dizem que na mesma região teria surgido uma lenda sobre um homem chamado John (Uau, só faltava dizer que o sobrenome do infeliz era Doe...)que tinha a doce mania de em certa época do ano *leia-se todo santo dia* de espalhar boatos pelo vilarejo afora, era praticamente o esteriótipo feminino de alguém fofoqueiro.
Os boatos variavam simplesmente de uma falsa fofoca sobre um casamento arranjado entre as irmãs Thompson e o conde que vivia por lá, (dizia que ele teria se confundido e proposto casamento para as duas garotas) até algo mais sério como a chegada de um mensageiro dizendo que se iniciara uma guerra civil pelos direitos de algum ser aleatório (ou para salvar os lindos pandas do Nordeste).
Infelizmente, para o resto dos inocentes moradores do vilarejo em questão, os boatos eram considerados verdade (a falta de internet na vida deles facilitara muito o trabalho de John...)e a reação à eles considerada necessária, seja em quase iniciar uma guerra familiar para decidir qual das duas gêmeas acabaria se casando de fato com o Conde, que por final nem sabia sobre o que estava acontecendo até ser tarde demais e ter uma noiva com véu e grinalda no beiral de sua porta. Ou ainda iniciar o recrutamento dos jovens mais aptos a lutar pelos direitos que fossem do país.
E assim o cotidiano da vila era mudado e agitado constantemente pelas estripulias de John, que como alguém que tem um TOC para espalhar boatos que provavelmente irão prejudicar a muitos outros envolvidos, continuava sem nenhum pudor a tecer tramas novas e complexas.
Até uma manhã que já começara meio estranha mudar toda a situação. Um estranho surgiu no horizonte que separava o mundo daquele pequeno vilarejo amaldiçoado pela língua ferina de John, e aquele jovem rapaz não sabia a grande influência que sua chegada ocasionaria...
Não levou muito tempo para que sua chegada fosse acompanhada de outro boato vindo de fonte ociosa, sua estadia recebendo a fama de "procurado pelas autoridades por assassinato em série de toda uma pequena cidade", apesar de já estarem calejados de tanto caírem de cabeça nos boatos de John, o pacato e sofrido grupo de pessoas caiu novamente na conversa alheia e decidiram fazer algo a respeito(e como todos sabem, os antigos adoravam tochas e forcados).
Então após longas horas e dias seguidos de fatos que necessitariam de descrição mais extensa (e provavelmente dariam preguiça aos não-leitores) chegou-se à seguinte situação:
o Estrangeiro trancado numa casa aleatória cercado pelo resto do vilarejo (situação extremamente frankstein), desesperado só de pensar nos forcados enferrujados lhe atravessando as vísceras, se não morresse por tudo aquilo, morreria de tétano com certeza.
Então, num momento de lucidez temporária um dos moradores gritou janela acima quantos o Estrangeiro já havia matado, o qual respondeu que não fazia idéia do que estavam falando, que simplesmente fora visitar a cidade pois ficava no meio do caminho até a capital.
John assistia à tudo aquilo com uma cara de choque, ficara sem reação ao finalmente sentir o peso na consciência por ter falado mais do que sabia, ainda mais quando poderia acarretar na morte do tal Estrangeiro. Decidiu pela primeira vez usar seu poder de persuasão para o oposto ao lado negro da força.
Ele simplesmente ficou entre a porta e a multidão armada, que o encarou com confuso interesse.
Levantou as mãos e disse o mais alto que podia que na verdade havia sido ele que falara que o homem era um assassino procurado, e começou a desfiar tudo que havia tecido com suas palavras. A falta de prática em confessar coisas lhe fez gaguejar umas tantas vezes antes que pudesse terminar. Quando finalmente o fez, um silêncio desconfortável preencheu o ar ao redor, um ar pesado, estranho e...
Um barulho interrompeu todo o fluxo do vento, uma risada contida no meio da multidão, que foi acompanhada depois por outra, e mais outra, e mais outra, até que todos à frente de John riam descontroladamente.
Ele os encarou confuso, e após um tempo, um dos homens à frente da multidão enxugou as lágrimas e conseguiu reunir fõlego para lhe explicar que todos já sabiam da mentira, era óbvio que depois de tantas não iriam confiar em boatos vindos dele, muito menos boatos que valessem a vida de outra pessoa.
E nesse dia em que John foi pela primeira vez enganado, começou um feriado regional, em homenagem ao maior tolo de todos, aquele tolo que até o fim acreditou ter conseguido fazer os outros de tolo. (embora John ainda tenha tentado muitas vezes espalhar boatos, um vício é sempre difícil de largar, e foi bem sucedido algumas das vezes, para desespero alheio)
O Estrangeiro foi embora daquela cidade, e acabou por ir divulgando por onde passava a história que presenciara, espalhando a semente de uma dia que pelos franceses antigos seria o início da primavera (talvez seja pelo fato de os franceses terem achado isso que os ingleses resolveram zoar a data...), e que se tornaria um dia o eterno feriado do dia da mentira, o nosso humilde 1º de abril.



Uou, post looongo, mil perdões aos preguiçosos de plantão!
E bem, é óbvio que depois de ler toda essa bobagem super bem calculada vossas almas ficaram felizes em saber que é completamente fruto de minha pobre imaginação narguilada, espero que gostem...ou não.



E um Feliz PRIMEIRO DE ABRIL para todos!!!
*e um feliz natal e próspero ano novo também, já aproveitando a deixa...*
E pra terminar...qual o ar de comemorar o 1º de abril?? Que nem ao menos é feriado...apenas um dia aleatório com um nome especial...
Vai entender...