Olá, caros não-leitores!
Apareci depois de um tempo devido à HDs queimados por tempestades drásticas!
*Mais desculpas clássicas? Hum. Pode ser. Mas não deixam de ser criativas.*
Então! De minha cadeira com uma almofada solta eu venho fazer um post sobre essa data tão dúbia*por causa do Papai Noel X Nascimento de Cristo* mas como esse tema precisaria d uma análise mais profunda...eu simplesmente lhes contarei a história do Natal de forma deturpada e distorcida pelo puro uso inútil da criatividade alheia. *respira respira*
*A história ficará grande...então para os que tem paciência...enjoy...*
Tudo começou nove meses antes do dia 24 de um calendário que ainda não possuía o tal dia 24, mas isso é irrelevante para a dita cuja história.
Nesse dia, um alienígena do além (ele vinha do além, não do espaço, por isso é bom frisar essa parte) tropeçou em uma pedra que coincidentemente dava acesso à dimensão não-além na qual vivemos e em uma queda que provavelmente quebraria todos seus não-humanos ossos sobreviveu graças a uma moça que estava em casa passando roupa. Sorte para ele. Azar para ela, que no caso serviu de almofada para o ser do além.
Depois que sua tontura passou, a moça olhou fixamente para o ser que espanava o pó que o cobriu na queda, sua aparência era tão estranha que chegava a ser indescritível, mas isso também poderia se dever ao fato de seus olhos terem sido temporariamente danificados com a queda e o estado de choque. Ele voltou o olhar para ela, e como forma de agradecimento vigente em sua dimensão do além, lhe disse que colocasse o nome dele no filho que a partir de agora ela teria, e depois disso foi procurar outra pedra para tropeçar de volta para o mundo de onde veio.
Ela ficou sentada ainda por um tempo, confusa, até onde ela se lembrava, quando alguém era salvo por outro colocava o nome desse salvador no filho dele, não fazia o salvador ficar grávido e o obrigava a colocar um nome do além. Mas que seja. O estrago estava feito. Agora era falar pro noivo.
O noivo aceitou tudo surpreendemente bem. Sendo um estudante dos efeitos do além na madeira, ele achou perfeitamente plausível que um ser que modificava de formas ainda desconhecidas a madeira pudesse vir de um mundo além onde as formas de agradecimento eram diferentes e ainda por cima cair em cima de sua noiva, sabendo que com um noivo como ele, ela não seria apedrejada até a morte por promiscuidade, então com lágrimas de emoção por uma comprovação do além de suas crenças ele decidiu que adiantaria a data do casamento deles para que não ficasse tão mal para a reputação de sua futura esposa.
A esposa ficou feliz por ele ter aceito tão facilmente sua história, ainda mais porque sabia que ele tinha noção que ela não tinha criatividade para criar uma desculpa tão bem bolada e sem pé nem cabeça, então depois do casamento adiantado, de assinar contratos de divisão de bens e afins eles se mudaram para a casa dos fundos da mãe dele, embora ela não tivesse ficado tão feliz com o fato, mas como o trabalho de seu marido não era lá tão rentável não podia reclamar.
Até que em um dia, algumas semanas antes dos nove meses de gravidez da mulher, uma notícia que mudaria a vida de todos tomou os arredores da cidade pelo veículo mais rápido da época:
A fofoca.
Quando a vizinha veio contar para a mãe que a amiga dela tinha ficado sabendo pela prima que o irmão da tia avó daquela moça que vivia perto da ponte principal tinha escutado direto de um soldado que (...resumindo horas e horas...) o Cara Que Comandava o Estado tinha quebrado o dente da frente por causa de um ser do além que tinha tropeçado e caído em cima dele (Ele não tinha tido muita sorte com as pedras que havia encontrado...) e havia falado que todos os dentes da frente de todas as crianças com menos de um ano deveriam ser quebrados nos próximos meses, sem exceções.
A fofoca também dizia que a razão para isso era a de que esse Cara teria feito um bebezinho rir ao mostrar o sorriso comandante que possuía, e isso ferira muito seu ego problemático. Mas isso era só fofoca. Claro.
O casal ficou imensamente preocupado, ainda mais porque bebês nasciam sem dentes, o que dava margem à interpretações erradas sobre o que o Cara realmente queria que fizessem com as crianças menores de um ano, e prevendo que com certeza o bebê nasceria nesse meio tempo, decidiram fugir para uma cidade com ideais mais libertários (e dentistas melhores, só por precaução).
A história continua amanhã! Leiam se a curiosidade sobre a gravidez do além dessa moça lhes atingirem...